O perigo das telas tem se tornado uma preocupação cada vez mais presente na vida das famílias.
Em um mundo em que celulares, tablets e computadores fazem parte da rotina desde cedo, é natural que os pais se perguntem: afinal, qual é o tempo de tela adequado para crianças sem prejudicar seu desenvolvimento físico, emocional e social?

O perigo das telas no dia a dia das famílias
O perigo das telas preocupa cada vez mais os pais que buscam proteger seus filhos. Afinal, vivemos uma realidade em que crianças e celulares parecem inseparáveis.
É comum vermos os pequenos assistindo vídeos durante as refeições, usando jogos para se acalmar ou navegando em aplicativos educativos.
Embora a tecnologia possa ser uma aliada em alguns momentos, o excesso de telas na infância traz sérios riscos que muitas vezes passam despercebidos.
Pesquisas mostram que passar muitas horas diante de dispositivos eletrônicos está associado a problemas como dificuldades de concentração, atraso na fala, prejuízo no sono, sedentarismo e até maior risco de ansiedade e irritabilidade.
Esses efeitos do excesso de tempo em telas no desenvolvimento infantil são ainda mais intensos quando o uso não é monitorado e acontece sem pausas.
Quanto tempo de tela é seguro para crianças?
Mas quanto tempo de tela é seguro para crianças? Essa é uma das perguntas mais comuns de pais e responsáveis e a resposta varia de acordo com a idade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria e outras organizações internacionais sugerem algumas orientações:
- Menores de 2 anos: o ideal é não ter contato com telas. O cérebro está em pleno desenvolvimento e a interação com pessoas, brinquedos e o ambiente real é fundamental.
- De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia, sempre com supervisão. Além disso, o conteúdo deve ser adequado e assistido preferencialmente junto com um adulto.
- De 6 a 10 anos: até 2 horas por dia, equilibrando o uso com atividades físicas, brincadeiras e estudos.
- Adolescentes: até 3 horas por dia, com regras claras para não interferir no sono, nos estudos e na convivência social.
Mas mais do que contar os minutos, o essencial é garantir que o uso da tecnologia não substitui brincadeiras ao ar livre, convívio com a família e experiências reais que ajudam no desenvolvimento.
Prejuízos do excesso de telas
Os prejuízos do excesso de telas vão muito além de ficar com os olhos cansados. O impacto acontece em diferentes áreas do desenvolvimento:
- Sono prejudicado: a luz azul emitida pelos dispositivos atrapalha a produção de melatonina, dificultando o adormecer.
- Atraso na fala e linguagem: quando há pouco diálogo com os adultos e excesso de vídeos, a criança não pratica a comunicação de forma ativa.
- Problemas de postura e sedentarismo: passar muito tempo sentado aumenta o risco de dores musculares e contribui para a obesidade infantil.
- Dificuldades de atenção: o estímulo rápido das telas pode dificultar a concentração em tarefas mais longas, como ler ou estudar.
- Questões emocionais: excesso de redes sociais ou jogos está associado a maior risco de ansiedade, irritabilidade, assim como isolamento.
Benefícios de limitar o tempo de tela para crianças
Por outro lado, quando as famílias conseguem impor limites e criar uma rotina equilibrada, os benefícios de limitar o tempo de tela para crianças são enormes. Alguns deles incluem, por exemplo:
- Melhor qualidade de sono;
- Mais tempo de brincadeiras criativas e movimento físico;
- Desenvolvimento da linguagem e da socialização;
- Fortalecimento dos vínculos familiares,
- Menor risco de dependência digital.
Isso não significa proibir totalmente o uso de tecnologia, mas sim usá-la de forma consciente.
Jogos educativos, chamadas de vídeo com familiares ou pesquisas escolares podem ser experiências enriquecedoras, mas desde que feitas no tempo certo, com acompanhamento e dentro de uma rotina saudável.
Como os pais podem ajudar?
Estabelecer regras pode parecer difícil no começo, mas com paciência e consistência é possível. Exemplos de dicas práticas:
- Defina horários específicos para uso de telas;
- Evite o celular durante as refeições e antes de dormir;
- Ofereça alternativas como livros, jogos de tabuleiro, esportes e atividades criativas;
- Dê o exemplo: reduza também o uso de telas quando estiver com a criança,
- Sempre que possível, participe: assista junto, converse sobre o que ela viu e transforme o momento em aprendizado.
Afinal, essas pequenas atitudes ajudam a reduzir os efeitos do excesso de tempo em telas no desenvolvimento infantil, criando um equilíbrio saudável entre tecnologia e vida real.
O perigo das telas: cuidando do seu filho com equilíbrio e segurança
Sou a Dra. Claudia Salvini, pediatra e neonatologista e sei que lidar com esse tema pode gerar dúvidas e até culpas nos pais. Mas não se preocupe, pois você não está sozinho(a) nesse desafio!
Se você sente que o uso de telas já está atrapalhando a rotina do seu filho e gostaria de uma orientação mais clara, quero me colocar ao seu lado.
Podemos conversar sobre os hábitos da sua família, avaliar juntos o que está acontecendo e pensar em um plano prático e personalizado que funcione no seu dia a dia. Vai ser um prazer te receber em consulta, ouvir suas preocupações e ajudar seu filho a crescer com mais saúde, equilíbrio e qualidade de vida. Clique aqui e agende uma consulta comigo agora mesmo!


